Abro as veias, irreprimível
- Marina Tzvietáieva
Abro as veias, irreprimível,
Irrecuperável a vida vaza.
Ponham embaixo vasos e vasilhas!
Todas as vasilhas serão rasas,
Parcos os vasos.
Pelas bordas – à margem –
Para os veios negros da terra vazia,
Nutriz da vida, irrecuperável,
Irreprimível, vaza a poesia.
(Tradução de Augusto de Campos)