11/03/2013

Abro as veias, irreprimível


-  Marina Tzvietáieva



Abro as veias, irreprimível,           
Irrecuperável a vida vaza.
Ponham embaixo vasos e vasilhas!
Todas as vasilhas serão rasas,
Parcos os vasos.

           Pelas bordas – à margem –
Para os veios negros da terra vazia,
Nutriz da vida, irrecuperável,
Irreprimível, vaza a poesia.


(Tradução de Augusto de Campos)