- Gunnar Ekelöf
Deram-me
uma alma de animal
Se lanço para ti os olhos
sabe:
que me foi dada a morte
e a beleza como prêmio
Poucos sentimentos tenho
mas exercito-os
Odiar não sei
mas balir sei, latir
Se detesto
é com os sentidos do corpo
Se desejo, é como qualquer outro
não entra aí a alma
a alma apenas sabe reprovar
Se tenho pensamentos reservados
os teus são, ó homem!
Sabe pois que te vejo!
Não nas coisas extremas:
É nas intermédias
que se encontra o que importa
da alma e da reprovação
(Tradução de Silva Duarte)
Deram-me
uma alma de animal
Se lanço para ti os olhos
sabe:
que me foi dada a morte
e a beleza como prêmio
Poucos sentimentos tenho
mas exercito-os
Odiar não sei
mas balir sei, latir
Se detesto
é com os sentidos do corpo
Se desejo, é como qualquer outro
não entra aí a alma
a alma apenas sabe reprovar
Se tenho pensamentos reservados
os teus são, ó homem!
Sabe pois que te vejo!
Não nas coisas extremas:
É nas intermédias
que se encontra o que importa
da alma e da reprovação
(Tradução de Silva Duarte)