29/05/2012

Quando alguém vai, como eu, tão longe no absurdo

-  Gunnar Ekelöf

Quando alguém vai, como eu, tão longe no absurdo
palavras tornam-se de novo interessantes:
Algo soterrado
que se revolve com pá de arqueólogo:


A pequena palavra tu
talvez miçanga
que um dia enfeitara um pescoço


A grande palavra eu
talvez quartzo em lasca
com que um sem-dentes qualquer desfiara sua carne
dura.


(Tradução de Ricardo Domeneck)