03/06/2013

Impermanência do caminho

-  Carlos Frederico Pereira da Silva Gama


Ouvido por aí, não diga mais
Nos silêncios transita o ventre calma
Sem rumo, esgarçalham os trigais
Do sumido vertemos nus rescaldo

Turvo ruído que os abraçou
Na pressa dos ditos atropelados
Frevo tremido pelos passos moucos
Surdos ponteiros em brasa tornados

Provocados na trova do desgaste
Por enganos d'entre olhares tomam
Boas novas que a cidade alardeia

No suor infindo alma margeia
Por cada vão apelo um braço rôto
Troco perfis rasgados sob os astros