esqueço o filtro aberto porque
molho os pés sempre que
sonho com o armário de travessas vindo
filomena, meus braços rachavam
segurar arrebentar o pâncreas
servir a mesa enquanto todos saem do quintal,
jardim escuro,
correm enquanto
paredes de hera se encolhem
arranca a mesa bem servida
todos correm eu sirvo
bandejas pratos cheios de almondegas
travessas vidro caindo água aberta
o touro voa bem na fresta
pela janela onde pessoas saem
eu sirvo o touro
