para maya
passava longe d'água
mantinha minhas
tábuas guardadas
éramos quatro
segurando janelas,
touros joelhos dobrados
correndo roupas ferreiros
o mastro d'água os espelhos
coxas abertas em lodo
areia ventrículos curvos
o touro diz pareço
um peixe entre seus braços
falto com o respeito
colecionismo fora do mar
persegue, tua costela não
cola quente carne lodo
percorre beiras de espetos
são formas de boiar
sair com as mãos duras
tantas algas bananas podres
matriarcas, andamos enfiadas
sempre tanto quanto vênus
o coração azul para fora
deixo nossos corpos
aguados esquecidos grafite
dura bem na barriga
mar meio de transporte
