- João Guimarães Rosa
[...] Eu estava ali, cheio de mente,
mas nas imagens do meu mar de morte,
morada de ninguém;
apenas minha?
Em meio de muito pranto sei:
agudos os ossos da alma
e toda beleza é distante.
Só o túmulo obedece.
Todo ídolo é tentativa de
deter o tempo.
(Nem o ar é meu, nem
o que é meu é meu. E o
relato que é meu,
do chão do mar)
Eu morro de autenticidade!
Não! Que eu ainda não sou!
Que eu ainda não sou saudade...
Saudade - as modulações
do escuro;
As falenas de além-fogo, e
uma nudez de espada: a ardente
neutralidade de um anjo. [...]